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Engraçado festejar o Dia do Trabalho com folga. Mas o trabalho tem este paradoxo – é bom lembra-lo esquecendo-o. Se fosse algo prazeroso, na próxima Segunda-feira todo mundo estaria no batente, marcando ponto e feliz da vida. Mas nada disto. Trabalho é sinônimo de dureza, suor, dor de cabeça, cansaço, frustração, sofrimento… Por isto, para a felicidade geral da nação, ainda bem que neste ano cai após um Domingo, três dias sem o maldito.

Maldito? O coitado do Paulo, que bateu na porta do meu gabinete nesta Terça-feira, não pensa assim. Com 48 anos e pai de família, este pintor faz tempo que procura serviço. Ele e mais 6,7 milhões de brasileiros (outra pesquisa diz que tal estimativa do IBGE está equivocada e o desemprego seria 50% maior). Assim, maldição mesmo é fazer parte desta estatística, ainda mais num país que marca o 4º lugar no mundo com gente sem o que fazer e sem o pão de cada dia. São milhares de famílias sobrevivendo na miséria do ócio, além daquelas que vivem (ou morrem) com o Salário Mínimo.

Bendito trabalho, sim! Porque o desemprego, a injustiça salarial, e todas os problemas nesta área são a própria maldição, resultado daquilo que aconteceu no Éden. Coisa que o Criador deixou bem claro: terá de trabalhar no pesado e suar para fazer com que a terra produza algum alimento (Gênesis 3.19). Com isto qualquer filho de Adão está sujeito a este terrível mal, não por ser mais ou menos pecador, mas simplesmente por se viver num mundo onde “o amor ao dinheiro é uma fonte de todos os tipos de males” (1 Timóteo 6.10).

Bendito trabalho, com certeza! Porque, se na conversa com o chefe a melhor notícia é o tão esperado “aumento”, na palavra com o Filho do Patrão surge a Boa Nova: “o meu Pai trabalha até agora, e eu também trabalho” (João 5.17). O resultado deste serviço que custou a vida dele? Todos sabemos! A maldição deu lugar à bênção. As pendengas do pecado, pregadas na cruz, foram resolvidas (Colossenses 2.14). E agora a certeza: Se Deus nos deu o seu Filho, também nos dará todas as outras coisas (Romanos 8.32). E por isto então este feriadão de Segunda a Segunda-feira, trazendo folga para estes que “estão sempre ocupados no trabalho do Senhor, pois sabem que tudo o que fazem no serviço do Senhor sempre tem proveito” (1 Coríntios 15.58).

É claro que nem sempre as coisas acontecem conforme se espera. E a pobreza, o desemprego, a falta de prosperidade, não são sinônimos da “falta de fé”, conforme mentem os pastores “marca diabo”. Mas uma coisa podemos ouvir do Sábio, que o trabalho e as suas bênçãos vêm dos céus, e sem Deus não temos o que comer nem com que se divertir (Eclesiastes 2.21-25).

Na verdade, nada de errado festejar o Dia do Trabalho com folga. Desde que se lembre que “não adianta trabalhar demais para ganhar o pão, levantando cedo e deitando tarde, pois é Deus que dá o sustento aos que ele ama mesmo quando estão dormindo” (Salmo 127.2).

Autor: Pastor Marcos Schmidt – marsch@terra.com.br

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