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“Eu fiz o que tinha que fazer”, disse Aron Ralston, o alpinista americano que amputou a própria mão no último dia 30 de abril, depois de ter ficado cinco dias com ela presa sob uma rocha. Ele próprio admitiu que não sabe de onde surgiu a força para lidar com a situação. “Eu consegui primeiro quebrar o rádio e minutos depois quebrei o cúbito na área do pulso”, se referindo aos dois ossos do braço do antebraço. Ele então usou o canivete para finalmente amputar a mão.

Se este alpinista não tivesse cortado fora sua mão, provavelmente estaria morto. Era a vida ou a mão dele. Feliz por estar vivo e sem lamentos pela falta da mão direita, disse que fez o que tinha que fazer. Outras pessoas não teriam esta coragem e morreriam. Mas quem sabe, naquela hora decisiva entre a vida e a morte, a maioria faria a mesma coisa seguindo a ordem do instinto de sobrevivência.

Em outras situações de vida ou morte não é a mão que precisa ser jogada fora, mas coisas que persistem nas mãos, como o cigarro, a bebida, as drogas, a própria comida, as cartas do baralho, o volante perigoso do carro, o cartão de crédito, ou mesmo a mão de outra pessoa. Prendendo como debaixo de uma rocha e levando à morte, muitos não tomam coragem porque não reconhecem o perigo ou porque não dão valor à vida.

Mas a história deste alpinista se torna bastante interessante quando lembramos das palavras radicais de Jesus: “Se a sua mão ou o seu pé faz você pecar, corte e jogue fora! Pois é melhor entrar na vida eterna sem mão ou sem pé do que ficar com eles e ser jogado no fogo eterno” (Mateus 18.8). Em outro momento já tinha dito: “Porque quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la, mas quem perder a sua vida por minha causa vai achá-la. Que vantagem terá alguém se ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida?” (Mateus 16.25,26). Neste contexto bíblico a rocha que prende é o próprio amor à vida terrena e passageira, em detrimento à vida espiritual e eterna, um peso que torna “escravos das paixões e dos prazeres de todos os tipos” (Tito 3.3).

Se para o alpinista foi extremamente doloroso amputar a própria mão, difícil mesmo é abandonar esta vida egoísta e tudo aquilo que leva à morte. E se ele não soube explicar a origem da força que lhe deu coragem para se livrar da mão, já o cristão não tem dúvidas quanto à fonte do poder que o faz lutar e vencer o mal (Efésios 6.10). Ou como escreve o apóstolo: “Porque o Espírito que Deus tem dado a vocês não os torna escravos e não faz que fiquem com medo” (Romanos 8.15).

É interessante também notar que a mesma rocha que quase matou o alpinista é a própria vida dele. Alpistas existem porque existem rochas. Em se tratando da rocha espiritual, que é Cristo, diz a Bíblia que “essa pedra é de grande valor para vocês, os que crêem. Mas para os que não crêem, … é a pedra em que as pessoas vão tropeçar, a rocha que vai fazê-las cair” (1 Pedro 2.7,8). Por isto Jesus alertou: “se esta pedra cair sobre alguém, essa pessoa vai virar pó” (Mateus 21.44).

Depois de livrar-se da rocha e da mão, Ralston teve ainda que rastejar por um cânion tortuoso, descer um precipício de 18 metros e andar 10 km por outro cânion, para então ser socorrido por pessoas que o levaram para o hospital. Este doloroso esforço lembra que não basta se livrar daquilo que tira a vida eterna. É preciso depois seguir o exemplo do apóstolo: “Eu não estou afirmando que já venci …esqueço aquilo que fica para trás e avanço para o que está na minha frente … a fim de conquistar o prêmio da vitória, … a nova vida para a qual Deus me chamou por meio de Cristo Jesus” (Filipenses 3.12-14).

“Eu fiz o que tinha que fazer”. Ralston nunca vai se arrepender de ter arrancado sua própria mão, afinal esta era a única saída que ele tinha. Pode até ser muito radical, mas em se tratando de liberdade e vida plena, a Bíblia diz que “a salvação só pode ser conseguida por meio de Jesus” (Atos 4.12), isto porque “Cristo nos libertou para que sejamos de fato livres” (Gálatas 5.1).

Autor: Pr. Marcos Schmidt – marsch@terra.com.br

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