Cruz – Símbolo da Fé

“Em seguida dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me” (Lucas 9.23).

O discipulado cristão é uma questão contínua, ininterrupta. Somente uma autêntica renúncia tem valor sólido e duradouro, neste particular. Quão pouco sabemos, realmente, disso; mas quão necessário é, se quisermos ser servos genuínos do Senhor Jesus. Se desejamos servi-lo com inteireza de corpo,
coração e alma, o caminho a seguir é o caminho da cruz e nele está envolvido um custo muito alto–a nossa vida, diária e perenemente, até que sejamos absorvidos em Cristo.

A fim de ilustrar esta profunda proposta de Cristo, foi elaborada esta ilustração:

Três marginais de grande periculosidade foram presos e conduzidos, com os olhos vendados, a uma ilha deserta. Ali chegados, as vendas foram retiradas e as autoridades que os levaram até lá expuseram as ordens superiores, exigindo que fossem executadas antes que eles retornassem ao Q.G.
Deveriam construir três cruzes e distribui-las entre si. Em seguida, teriam de carregá-las, sem tentar abandoná-las ou destrui-las–total ou parcialmente.

O caminho que deveriam seguir seria a direção em frente. No fim da jornada teriam conquistado a liberdade. Iniciaram a caminhada sem saber se ela seria curta ou longa. As cruzes eram pesadas e a caminhada foi se tornando dura e cruel. A certa altura, um dos marginais tirou debaixo da camisa uma
minúscula serra que escondera por ocasião do fabrico das aludidas cruzes e, sem parar para pensar sobre as possíveis consequências, começou a serrar as pontas da sua cruz, a fim de aliviar-lhe o peso. Os dois companheiros, não concordando com a idéia, continuaram a caminhada, dispostos a cumprirem
as ordens recebidas sem qualquer tentativa de alterações, mesmo que estas lhes beneficiassem, pois estavam confiantes na liberdade prometida.

Não tardou muito e os três chegaram à praia. Tinham agora o mar pela frente, mas não podiam desistir da caminhada. Lançaram então suas cruzes sobre a água e deitaram sobre elas. Das suas próprias mãos fizeram os remos e assim, depois de algumas semanas de sofrimentos, lutas e privações as mais cruéis, finalmente, conquistaram a tão sonhada liberdade.

Todavia, o terceiro marginal, depois de haver tentado por todos os meios arriscar-se na travessia, acabou abandonado naquela ilha deserta. Por haver danificado a sua cruz no intuito de fugir ao peso do sofrimento, pereceu na solidão e no abandono.

Ao que deseja ardentemente alcançar a vitória e a liberdade verdadeira no fim da sua peregrinação terrena, Cristo diz: “Tome cada dia a sua cruz e siga-me.”

Autor: Paulo Roberto Barbosa

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