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“Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida” (João 8.12)

Um dos principais temas do Evangelho de João é exatamente o da luz. Na abertura deste Evangelho, é mencionada a luz.
No capítulo 1, verso 4, encontramos a expressão “Nele estava a vida e a vida era a luz dos homens”.
O tema é retomado mais adiante por ocasião da presença de Jesus no Templo, na celebração de Succoth ou Festa dos Tabernáculos. Sendo retomado, o pensamento de Jesus Cristo sobre a luz é desenvolvido.

Há, no entanto, algo que deve ser mencionado: é que quando os capítulos 7 e 8 de João são lidos, percebemos uma divisão entre as pessoas que ouviram o Seu ensino. Elas não eram unânimes.
A multidão que ouvia Jesus não era totalmente composta de pessoas que aceitavam o que Jesus Cristo ensinava. No início do verso 12 do capítulo 7, alguns afirmavam que Jesus era bom.
Mas tão somente isso, sem mais nada ser acrescentado. No mesmo verso, no seu final, havia uns que achavam que Jesus Cristo era um embusteiro, que desviava as pessoas. No mesmo versículo, duas idéias diferentes sobre Jesus. Vamos caminhar mais um pouco e encontraremos uns dizendo que Jesus tem demônios.
Que afirmação terrível! E no entanto, sigamos um pouco mais e veremos que alguns afirmarão que Jesus era um profeta, algo completamente diferente do anteriormente afirmado. Havia quem aceitasse a messianidade de Jesus, mas havia quem dissesse: “Não, o Messias não vem da Galiléia”, porque Jesus provinha do Norte, da região da Galiléia, enquanto muitos esperavam que o Messias viesse do Sul da Judéia.
Havia pessoas que diziam ser Jesus um samaritano, e, por isso, nem deveria ser ouvido, visto que existia fortíssimo preconceito para com os samaritanos.

Que lições se tira de tudo isso? Muitas opiniões retratando, por exemplo, a impaciência de muitos, a confusão em que o povo simples se encontrava, o preconceito e a inimizade das autoridades, e a oposição crescente em relação a Jesus e Sua mensagem.
Vemos uma franca separação entre a fé e a incredulidade, entre a luz e as trevas, entre a vida e a morte.

SUCCOTH

No capítulo 8, está a Festa dos Tabernáculos. Esta festividade recebe também o nome de Succoth, palavra hebraica que significa “tendas, cabanas, tabernáculos”. Era uma festa realizada quando a colheita havia terminado, e comemorava a marcha do povo de Israel através do deserto, e como estava sendo alimentado com maná e refrescado com a água que saíra da pedra, e assim se chamava por uma razão prosaica: no deserto, o povo se abrigava durante a noite em tendas.
Ainda hoje, as famílias judias, na época do Succoth, da Festa dos Tabernáculos, levantam uma cabana no quintal ou dentro do apartamento. Isso para que as crianças tenham uma nítida idéia dessa festa milenar.

Jesus está presente a uma cerimônia que se dava ao entardecer do primeiro dia da festa e se chamava “a Iluminação do Templo”. Vamos imaginar isso? Estamos no Templo de Jerusalém, e a noite está chegando.
É, ainda, um restinho de dia, mas já é um comecinho de noite, quando isso acontecia no Pátio das Mulheres. A grosso modo, o Templo estava dividido em algumas partes.
Havia um portão, o primeiro Pátio onde ficava quem não era judeu, sendo chamado, por esse motivo de Pátio dos Gentios. Passando-se este, vinha o Pátio das Mulheres, bem entendido, das mulheres judias. Senhoras, moças e meninas judias tinham que ficar nessa área.
Mas se era um homem judeu, passava o terceiro portão e agora entrava no Lugar Santo ou Santuário. Dentro deste lugar já exclusivo, havia mais um local exclusivíssimo, o Santo dos Santos ou Lugar Santíssimo, aonde ninguém podia ir.
Nem os sacerdotes, os cohanim, mas somente o Sumo-sacerdote, Cohen haGadol, e mesmo assim, uma vez no ano (no Dia do Perdão, o Iom Kippur, para pronunciar o sagrado nome de Deus.

No Pátio das mulheres, havia quatro enormes candelabros, grandes, bonitos, tendo cada um sete braços, o Menorah. Então havia quatro menoroth, (forma do plural feminino na língua hebraica) Quatro menorás, tomando um pouco de liberdade em português, que eram acessos à tardinha.
Era um espetáculo bonito e de longe era avistado, sendo realizado diante dos homens mais destacados, piedosos e sábios de Israel. Algumas fontes dizem que a luz que saia desses quatro candelabros era magnífica. Afinal, eram vinte e oito pontos de luz iluminando a Cidade Santa.

É nesse ambiente, durante a Festa dos Tabernáculos, no Templo, no Pátio das Mulheres bastante iluminado, que Jesus Cristo pronunciou essa extraordinária declaração.
Sabendo essas coisas, dá para entender porque Jesus assim Se expressou.: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue, de modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida.” Até porque aquela iluminação toda que estava ali, iria ser apagada tão logo terminasse a Festa dos Tabernáculos, mas não Jesus. Jesus Cristo é a nossa luz, por essa razão, não andamos espiritualmente falando em trevas. Nessa declaração, há lições preciosíssimas.

LIÇÕES

Essa declaração é semelhante a outra que diz, “Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas” (Jo 12.46)

Quando Jesus era pequenino, foi apresentado no Templo, e ali ocorreu que Simeão, um sacerdote muito idoso, exclamou quando viu Jesus, “Os meus olhos já viram a tua salvação a qual tu preparaste ante a face de todo os povos; luz para revelação aos gentios” (Lc 2.30,21).
Na verdade, para a humanidade que vive mergulhada nas trevas do pecado, da superstição, da falsa religião e do crime, Jesus é a Luz que torna possível a revelação do amor de Deus!

É sobre isso que estamos falando, sobre o amor de Deus que salva, que redime, que restaura, não somente a sua vida particular, mas restaura a sua família, restaura o seu trabalho.
Como temos sabido de pessoas que tendo encontrado tiveram a suprema alegria de ter a vida restaurada em todos os sentidos. No entanto, a falta de conhecimento de Deus, a falta de conhecimento da santidade, das possibilidades espirituais formam a essência do mundo lá fora, ou seja, as trevas são a essência do mundo.
Por isso João se refere ao mundo em termos de possibilidade perdida. Vamos encontrar João falando a respeito de trevas porque são as possibilidades espirituais que o mundo perde. Porque no esquema satânico deste mundo só há trevas, e trevas em abundância. No entanto, Jesus é referido como sendo a resplandecente “Estrela da manhã”, ou seja, luz; Ele é o “Sol da Justiça”, quer dizer, é luz; Ele é “luz para alumiar as nações”, e a vinda da luz é uma oportunidade para se ter luz, para se ver a luz, para estar na luz, e para se tornar filho da luz.
O que é o Mestre para o aluno e o guia para o viajante, é Jesus Cristo para nós porque Ele é a nossa luz.

NOVA “IDADE DAS TREVAS”

Ninguém duvida que vivemos dias de temor. A Idade Média era chamada de “Idade das Trevas” porque praticamente todo o conhecimento acadêmico, todo esforço intelectual era aprisionado nos conventos, nos mosteiros e oculto ao povo comum.
Até mesmo a linguagem acadêmica era estranha às populações. Por exemplo: existem ainda hoje na Europa universidades que vêm da época medieval. Hoje as aulas são na língua do país mas na Idade Média, as aulas eram em latim. Um estudante da Universidade de Coimbra, por exemplo, poderia se deslocar para Oxford na Inglaterra, e não teria qualquer problema, porque também na Inglaterra a língua que se falava nas universidades era o latim. Podia se transferir para a Alemanha, ou para Praga, e o mesmo ia acontecer porque o latim era usado como língua franca. O povão, no entanto, nada sabia porque cada país falava seu dialeto materno.

Nós vivemos a “Idade das Trevas” em outro nível. Nós temos trevas a respeito de Deus, altas e privilegiadas mentes são ignorantes a respeito de Deus, nada conhecem acerca de Deus. A humanidade por exemplo, não entende os desígnios, o propósito da misericórdia divina nem o futuro que deve ser colocado somente em Deus.
Nós temos trevas ao nosso redor, trevas até dentro de nós mesmos, porque enquanto houver desalento no coração, enquanto houver desassossego as trevas existem.
E isso acontece com você! Se você está sem sossego interiormente falando, se o seu espírito está inquieto, se o seu coração não consegue adormecer em Deus, você está em trevas.
São trevas no relacionamento entre uma pessoa e outra, visto que, quando não se está em Cristo, o que existe é frieza, escuridão, problema entre marido e mulher, problema entre pais e filhos, e filhos e pais, entre a sogra e o genro ou a nora.
É problema entre vizinhos, é problema no emprego, é problema em todo lugar, porque o pecado está na vida e o pecado representa trevas, e não pode haver luz, esclarecimento, iluminação quando não se conhece Deus, quando não se tem Deus como Senhor.

É por essas razões que a Bíblia diz que há quem permaneça nas trevas, e quem permanece nas trevas não é por falta de iluminação espiritual, mas porque deliberadamente prefere ficar nas trevas sem ligar o interruptor espiritual. Só Jesus Cristo é a fonte e o meio de conhecimento espiritual; só Jesus Cristo é a fonte e o meio de santidade espiritual; só Jesus Cristo é a fonte e o poder de vida espiritual.

Vamos, então, falar de seguir a Cristo, que significa entregar o seu corpo a Cristo, a sua alma a Cristo, o seu espírito à obediência do Mestre e entrar nesse caminho.
Quer dizer, avançar sempre na luz. Como luz do mundo, Jesus Cristo, ao ignorante, proclama sabedoria; ao impuro, traz a santidade; aos que estão em tristeza, a alegria.
Os verdadeiros seguidores não apenas não andarão nas trevas da insensatez moral, da ignorância espiritual e da impureza, mas alcançarão a luz mental e espiritual e que alcança benefícios em todas as áreas da vida.

E então Jesus afirma: “Eu sou a luz”; e Ele diz: “Eu sou a luz do mundo”; e Ele disse: “Eu sou a luz da vida”; Ele diz: “Eu sou o sol nascente.
Eu sou a luz que ilumina os gentios.” E nessas afirmações, Deus aparece aos nossos olhos em plena claridade.
Temos quatro lindos estandartes em nosso santuário. Nós temos o estandarte de Missões Nacionais, o estandarte de Congregações Além Mares, o de Missões Mundiais e também o de Missões Estaduais.
Neste último, a artista plástica colocou um detalhe da bandeira da Bahia, e uma pombinha, representando o Espírito Santo. Ela está avançando para a luz do Sol.
Há duas representações: (1) o Sol da Justiça, que é Jesus Cristo, bem como, (2) o Sol que se põe. Os dias estão acabando. Jesus Cristo breve voltará, razão porque essa mensagem é urgente. Não canso de proclamar do púlpito ou de qualquer outro lugar que Jesus Cristo é a solução para nossos problemas existenciais, espirituais e morais.

Você que está em trevas, que precisa satisfazer a fome espiritual, e anda tentando satisfazê-la comendo pipocas pela vida, deve compreender que há um banquete à sua disposição que Jesus Cristo traz.
E que Ele a todos nos desafia, e o faz duplamente a receber a luz, e, ao mesmo tempo, a ser a luz também para esse mundo. E Ele cumpre funções inigualáveis: como luz, Jesus Cristo revela, tira o oculto, mostra a face de Deus e a face de cada um.
E Jesus revela, igualmente, a bondade e a verdade, já que a escuridão é símbolo do erro e da maldade. Na escuridão o ser humano vacila porque não vê, mas na luz o ser humano vê e tem segurança.

Outra importante conclusão é que a luz é suave e quente, trabalha quietamente, a luz não faz estardalhaço algum.
A luz nos beneficia, mas veio suavemente sobre nós. É assim que Jesus Cristo faz também a Sua obra no coração.
A luz, segundo a tradição dos profetas, é o símbolo da salvação messiânica, é o esplendor da glória de Deus manifestando-se a Seu povo, e enchendo Seu povo de alegria. Você já veio à luz?

baptista@batista.org.br

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