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“Ide por todo mundo, pregai o evangelho a toda criatura, quem crer e for batizado será salvo, quem não crer já está condenado”. Marcos 16:15

“Pai, porque o senhor não ensina o português para os senegaleses, ao invés de ter que aprender a língua deles”?

Aninha era pequena, lá entre os seis e sete anos, quando, voltando para casa, ela me sai com esta sugestão de estratégia missionária. O pai dela estava quebrando a cabeça para aprender o Francês, uma das línguas do Senegal, e, já que ela buscava cooperar, lhe veio este conselho à mente.

O que Ana não pensara, é que o atalho proposto era mais longo que o caminho. Mas, sua idéia não era totalmente absurda. Em verdade, era fruto o raciocínio humano bem estabelecido naquela cabecinha inteligente e atenciosa de sete anos. O raciocínio era: “Pai, sendo que lhe é difícil vencer o desafio que eles lhe apresentam, leve-os a vencerem o seu desafio”.

Imagino que, para Ana, sabendo que o Português me era fácil de falar, e o Francês, difícil de aprender, eu poderia, bem, inverter quem aprende o que, e teria os senegaleses falando e ouvindo minha língua. Resultado: a ponte de comunicação e evangelização estaria construída.

Avançando neste raciocínio: Se o desafio lingüístico é real, e é, o que dizer dos desafios geográfico e cultural? Jesus disse: “Ide por todo mundo, pregai o evangelho a toda criatura…” Todo mundo, aqui, significa todo mundo.

O processo de deixar nossa terra, partir a outras praças, bilhetes de viagem, vistos de entrada, custos fora de nossa casa, riscos de doenças desconhecidas, diferenças e complicações cambiais, custos de retorno… Gente! O desafio é muito grande, é muito, muito maior que aprender a língua francesa.

Ora, no raciocínio da Aninha, por que, então, não invertemos o processo, e não trazemos alguns dos “dos outros povos”, das outras nações, “lá dos confins”, até nós, até nossa terra, nossa cidade, nossa igreja, nossa casa, nossa parentela, e, aqui, os preparamos, para que retornem “aos ‘seus’ confins”?

Custos menores…, menos desafios…, menos riscos, e, mais para frente, rapidez nos contatos de evangelização e várias outras vantagens, sendo que estarão entre os seus, em sua própria terra, cultura, língua, clima, povo, relevo…

Aninha, creio que você não pensara em tudo isto. Mas, se aquele atalho que você me propusera era maior que o caminho; este segundo que levanto, segue em direção contrária ao caminho que o Senhor estabeleceu. Sim, estas duas idéias podem passar pela nossa cabeça.

Podem até fazer sentido. Podem até “parecer” atalhos. O único problema é que elas não são missionárias, quando a ordem de Jesus é.

Ele disse: “Ide por todo mundo, pregai o evangelho a toda criatura”. Ele criava um projeto de grande envergadura, caro, complicado, lento (para muitos), passo a passo, sem atalhos.

Contudo, antes de ordená-lo, ele dera exemplo: “E o Verbo Eterno se fez carne e habitou entre nós”. Ele veio e aprendeu a nossa língua antes de ler a Lei e os Profetas nas Sinagogas de Nazaré.

Meus filhos,
Minhas histórias

Autor: Moisés Suriba – e-mail: msuriba@sentoo.sn

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