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Um bloco de pedra calcária com inscrições de 2.900 que confirmariam um relato bíblico sobre o Templo de Salomão promete colocar mais lenha na fogueira da disputa entre israelenses e palestinos. O achado pode ser capaz de confirmar que o local dominado pelos muçulmanos e chamado por eles de Haram as-Sharif e pelos judeus de Monte Moriá foi um dia ocupado pelo mais importante templo do judaísmo.

Na pedra calcária escura estão, em poucas linhas, instruções, em fenício antigo, de um rei a sacerdotes para que se façam reparos em um templo. O texto condiz com um pedido de restauração orientado pelo rei Joás, descrito no Segundo Livro de Reis, no Velho Testamento. Nesta semana, pesquisadores israelenses anunciaram ao jornal “Haaretz” que, após dez meses de testes, concluíram que o achado é autêntico.

Segundo Shimon Ilani, Amnon Rosenfeld e Mijael Dvorchikpedra, da Pesquisa Geológica de Israel, a inscrição é de 900 a.C. A presença de vestígios de ouro no bloco sugerem que um dia pode ter feito parte da decoração do templo.

É a localização do achado, porém, que mais está causando controvérsia. Segundo o Haaretz, o bloco de pedra foi achado durante trabalhos de restauração no complexo religioso de Haram as-Sharif, onde há 1.300 anos foi erguida a mesquita de Al-Aqsa – e que, até hoje, os judeus também conhecem como Monte do Templo. Dali, o achado teria sido levado para coleções particulares e, recentemente, foi oferecido ao Museu Nacional de Israel, que não o adquiriu por não ter certeza de sua autenticidade.

Os especialista da Pesquisa Geológica acreditam que já não há margem para dúvida quanto à antigüidade da inscrição. Os administradores do complexo de Haram as-Sharif, porém, não confirmam que o bloco tenha sido achado lá.

Segundo o relato bíblico, o templo erguido por ordem do rei Salomão, também chamado de Primeiro Templo, era uma obra extremamente suntuosa, que resistiu por 400 anos antes de ser destruída pelo rei Nabucodonosor, da Babilônia. A invasão babilônica teria ocorrido 2.600 anos atrás, quando milhares de judeus foram capturados e levados para o exílio. O povo judeu ainda viveria um segundo exílio, dessa vez imposto pelos assírios, antes de construir um novo templo, bem mais simples que o de Salomão, no mesmo local e destruído pelos romanos em 70 d.C.

Autor: www.globonews.com

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