Médicos Que Não Valem Nada

Introdução

O que aconteceu á Jó foi no mínimo trágico. Não tenho conhecimento na história da humanidade, de alguém que possa ter sofrido mais do que ele, com exceção de Jesus.
O sofrimento de Jó não foi apenas físico, embora esse talvez fosse o mais intenso. Além da saúde, ele perdeu, de uma hora para outra, a felicidade e a alegria.
Perdeu seus filhos tragicamente; seus rebanhos; suas posses; sua esposa… O emocional de Jó estava em cacos…
Mas aparecem em cena alguns personagens: antigos amigos de Jó que vieram para consolá-lo. Enfim, parecia que havia alguém que ainda se importava com ele.
Mas no entanto, só parecia. Os consoladores se tornaram em acusadores. Tanto foi, que Jó chega a chamá-los de “médicos que não valem nada”.

Vocês já viram um médico que não vale nada? Eu já.
Certa vez fui muito mal à um posto de saúde. Após uma longa espera, entrei para ser atendido. O homem que estava do outro lado da mesa sequer olhou para mim.
Enquanto eu lhe dizia o que sentia, ele simplesmente escrevia uns garranchos. Não se deu sequer ao trabalho de me examinar. Arrancou a receita e me entregou.
Eu fiquei indignado pela indiferença e frieza daquele homem, mas não ousei dizer nada à ele. Levantei-me e fui embora. O remédio que ele me receitou? Não comprei. Sinceramente achei que seria um risco tomar algo receitado por alguém que sequer olhara para minha face. Fiquei em oração e no dia seguinte estava curado pelo Médico dos médicos.
Aquele médico era com certeza, um médico que não vale nada.

Aplicação Prática

Eu quero nesta noite comparar a missão daqueles três amigos de Jó à nossa missão como crentes. Eles vieram para consolar a Jó; nós também fomos enviados com este mesmo propósito!
Devemos consolar os aflitos, aliviar os que sofrem, ajudar os necessitados (acima de tudo com a Palavra de Libertação)…
Mas que tipo de médicos temos sido? Jesus acusou os fariseus de falharem na sua missão de ser bênção aos povos porque eles eram médicos que não valiam nada: “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas. Percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito, e depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós” (Mt. 23.15).
Por que? Porque eles não tinham nada de verdadeiro para oferecer às pessoas! Eles introduziam-nas numa religião oca e vazia, cheia de rituais e de pompa, mas sem efeitos curativos para a alma.
Nós, queridos, somos médicos portadores do bálsamo para a alma. Jó não precisava de alguém que ficasse lhe apontando os pecados; ele precisava de alguém que o entendesse, que orasse com ele, que chorasse com ele, ou que simplesmente o ouvisse. Não é o que a maioria das pessoas hoje precisa?…

Nossa missão é sermos médicos em meio a um mundo doente. Mas devemos ser médicos que resolvem, que curam…
Eu sempre tenho lhes dito que Deus nos deu unção para que nós unjamos a outros. É só para isso que a unção vem: para ser transmitida!…
Ser abençoado é o nível mais baixo do cristianismo; o nível mais alto é abençoar! Jesus primeiro nos chama: “Vinde à mim”, e depois nos envia: “Ide”!
Considerações Finais e Conclusão

Hoje há muitas religiões, muitas filosofias, e muitos médicos que não servem para nada… O povo hoje precisa de homens e mulheres nos quais eles possam confiar, que tenham respostas a oferecer, que reflitam em palavras e atitudes o caráter de Deus.
A Bíblia diz que as multidões estavam cansadas de ouvir os discursos vazios dos escribas e fariseus e por isso penderam imediatamente para o lado de Jesus “porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas”(Mt. 7.29).
Essa autoridade estava na vida e no andar de Jesus, por isso ele era o Médico Excelente. Somos nós assim, ou somos médicos que não valem nada?

Compartilhe esse artigo

Facebook
Twitter
Pinterest
LinkedIn
[adinserter block="4"]

Sumário

[adinserter block="5"]

Artigos Relacionados