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O coordenador do Conselho Político da Convenção-Geral das Assembléias de Deus no Brasil (CGADB), pastor Ronaldo Fonseca, afirmou ontem que o apoio de seu grupo a José Serra está condicionado ao compromisso do candidato de não se empenhar para aprovar leis que sejam contrárias aos interesses da comunidade evangélica.”Ele assumiu o compromisso de não patrocinar as leis que prejudiquem os evangélicos.”

Segundo ele, o temor dos dirigentes da Assembléia de Deus é que sejam aprovadas leis como a união civil de pessoas do mesmo sexo, a tributação sobre a arrecadação das igrejas e a revisão da lei do silêncio, que limita a hora e o volume para a emissão de sons em cultos religiosos.

O presidente do PSDB, deputado José Aníbal (SP), disse não saber exatamente o que foi discutido. “Serra teve um bom diálogo com os pastores, mas não sei os detalhes”, afirmou, no Centro de Convenções do Shopping Frei Caneca, em São Paulo, onde dirigentes da Assembléia de Deus tiveram um encontro com Serra à noite.

O candidato chegou com mais de três horas de atraso ao evento, que marcou o início da campanha que os dirigentes da Assembléia de Deus farão em todo o Brasil. Os pastores e Serra oraram pela vitória tucana no segundo turno das eleições. “Oramos por sua vida, por sua campanha, por sua vitória na reta final”, afirmou o pastor Paulo Freire, que encabeçou a oração, e foi acompanhado pelo candidato e pelos mais de 50 líderes religiosos da igreja que estavam no local.

Serra, que pediu desculpas por chegar atrasado ao encontro, encerrou seu discurso com uma oração. Depois de pedir permissão para fazer a oração como cristão, ele leu o texto preparado pessoalmente, com base no primeiro milagre do profeta Elizeu, que está na Bíblia. Ele foi aplaudido pelos pastores.

Contato – O objetivo da reunião de ontem era dar aos líderes regionais a oportunidade de “um contato” com Serra. “O candidato é que esquenta a máquina, porque nosso apoio não é só institucional, mas prático, de guerra, para conquistar votos”, disse Fonseca.

Ele explicou que os pastores não pedirão votos no púlpito para não desrespeitar os fiéis que vão ouvir a palavra de Deus e talvez já tenham optado por outro candidato. “Temos grupos de ação social, formados por jovens, homens e mulheres, que sairão pelas ruas pedindo votos. Somos engajados não como grupo religioso, mas como um segmento da sociedade organizada”, contou. Para ele, Lula está correndo atrás do prejuízo. “Somos a maior denominação evangélica do Brasil, com 18 milhões de membros, e decidimos apoiar Serra por unanimidade enquanto o PT está tentando atrair as menores denominações.” No primeiro turno, a Assembléia apoiou Anthony Garotinho (PSB) e Fonseca disse que não considera uma incoerência apoiar Serra , enquanto Garotinho optou por Lula.

Em Brasília, Serra recebeu a adesão de outro grupo evangélico. Ao anunciar ontem o apoio, o principal líder das chamadas igrejas evangélicas independentes, apóstolo René Terranova, disse que o tucano só será o próximo presidente se houver um milagre. “Serra está passando por um momento delicado. É quase certo que para ele ganhar as eleições teria de ocorrer um milagre, porque os recursos humanos estão esgotados”, afirmou, para uma platéia de cerca de 120 líderes evangélicos.

Apesar da declaração de apoio, os evangélicos não esconderam a decepção com a ausência de Serra. Para contornar o mal-estar foi enviado o líder do PSDB na Câmara, que participa da coordenação de campanha de Serra, Jutahy Magalhães Júnior (BA). (Colaboraram Renata Giraldi e Jander Ramon, da Agência Estado)

Autor: FLÁVIO MELLO (Colaboraram Renata Giraldi e Jander Ramon, da Agência Estado)

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