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Por que isto aconteceu connosco?
Gideão lhe respondeu: Ai, senhor meu, se o Senhor é connosco, por que tudo nos sobreveio? e onde estão todas as suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o Senhor subir do Egipto? Agora, porém, o Senhor nos desamparou, e nos entregou na mão de Midiã. (Juízes 6.13)
Um amigo de infância disse que um Deus que permitisse que a tragédia atingisse a vida dele, não serviria para ser seu Deus. Fiquei chocado com este amigo e na altura tentei argumentar com ele, pelo facto de ter sido criado na igreja e de sermos membro da mesma igreja. A conversa não resultou, pois estava influenciado pela teologia que afirma que Deus é um servo nosso e não Senhor. Suas orações eram do tipo: “”Eu não aceito”. “Eu ordeno que seja assim”. Deus era apenas um cumpridor de ordens.
Com este amigo aprendi que enquanto tudo corre bem, Deus é sempre um amigo formidável. Quando as coisas não são como desejamos, Ele é totalmente descartável. A realidade é que muita gente pensa assim.
É fácil ver Deus nas vitórias e quando recebemos as bênçãos. O difícil é reconhecê-lo nas tragédias da vida. A pergunta de Gideão é muito interessante: “Ai, Senhor meu, se o Senhor é connosco, porque tudo isto nos sobreveio?” Duas coisas me saltam aos olhos aqui. Se está presente como pode isto acontecer? Deus é o Todo-Poderoso, isso não deveria acontecer. Será que Deus não é o que pensamos?
Senhor parece que estás connosco, mas a realidade é que estás longe, pois a nossa vida está uma tragédia. Será que não pensamos assim também?
A continuação do texto afirma que a presença do Senhor garante operação de maravilhas. Quando Deus está presente há libertação. Na tragédia Deus não pode estar presente. A conclusão de Gideão é: o Senhor nos desamparou, e nos deu nas mãos dos midianitas.”
Tenho que confessar que já pensei assim. E se formos sinceros, todos já pensamos assim. Há momentos que os problemas são tão grandes que não conseguimos ver o Senhor. Não conseguimos compreender o seu agir. Dizemos o Senhor nos desamparou.
Neste momento surge a pergunta: Por que isso aconteceu connosco? Esta foi a pergunta que fiz quando minha mãe teve o seu cancro.
Hoje posso dizer que o Senhor estava me preparando para enfrentar determinadas situações. Estava capacitando-me para poder sentir o sofrimento dos outros. Deus estava me ensinando que a doença e a tragédia pode ser uma óptima oportunidade de manifestar a graça de Deus, pois foi isso o que minha mãe fez enquanto esteve doente.
Sabe de uma coisa: Deus não nos desamparou. Inconscientemente temos essa certeza. O facto de nos queixarmos já demonstra que sabemos que ele está nos ouvindo. Mostra que sabemos que Ele está presente.
Porque isso aconteceu? Não sei o porque, mas sei o para que isto aconteceu. Foi para ser moldados pelo Senhor e preparados para poder consolar e conforta os que estiverem passando por experiências dolorosas como as que estamos atravessando.
Vamos orar:
Bendito Deus que estás nos céus, não entendemos o sofrimento. Não compreendemos que tu aceites que a tragédia nos atinja. Queremos sempre desfrutar das tuas bênçãos, mas para nós bênçãos representam sempre coisas boas, nunca a dor. Ensina-nos Senhor a ver que a dor pode ser a maior fonte de bênçãos, pois através da tragédia Tu nos prepara para consolar e confortar os outros. Através da tragédia podemos sentir a tua graça transbordando em nós e podemos ver o amor e a solidariedade das pessoas.
Senhor ajuda-nos a ver-te nas tragédias da vida. Faz-nos compreender o que Tu desejas nos ensinar é o que te suplicamos em nome de Jesus.
Amém

Autor: Marcos Amazonas dos Santos

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