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Advertência é do contra-almirante Mohammad Dehqani, um dos comandantes da Guarda Revolucionária Iraniana

AP E REUTERS

A primeira reação do Irã se for atacado pelos EUA será retaliar contra Israel, advertiu ontem um comandante da Guarda Revolucionária Iraniana, o contra-almirante Mohammad-Ebrahim Dehqani. Ele acrescentou que Israel “não está preparado” para uma guerra contra o Irã. “Nós vamos certamente resistir aos B-52 (bombardeiros) dos Estados Unidos”, declarou o oficial, segundo a agência de notícias iraniana Isna.

O Irã não reconhece a existência de Israel. Seu presidente, Mahmud Ahmadinejad, retomou o discurso radical do início da Revolução Islâmica, de 1979, e tem repetido que “Israel precisa ser varrido do mapa”. O Irã possui duas grandes unidades militares, as Forças Armadas regulares e a Guarda Revolucionária, criada depois da revolução para ser uma força leal ao líder supremo do país, atualmente o aiatolá Ali Khamenei.

A guarda tem sob seu controle o arsenal de mísseis do país, que segundo peritos internacionais têm alcance para atingir Israel e até a Europa Ocidental.

Depois que o Ocidente aumentou nas últimas semanas a pressão sobre o Irã para que abandone seu programa de enriquecimento de urânio, os dirigentes do país elevaram o tom das respostas, deixando claro que resistirão a qualquer ação militar. Ontem também, o Irã anunciou a descoberta de novas jazidas de urânio e o aumento do enriquecimento desse minério, passando de 3,6% a 4,8% – quanto mais enriquecido (purificado), o urânio é mais passível de ser usado em armas.

O governo americano insiste em que busca uma solução para a crise pela via diplomática e, ao mesmo tempo, indica que “todas as opções estão sobre a mesa” – numa clara insinuação de um ataque militar. Aumentando a pressão, os EUA, Grã-Bretanha e França apresentarão hoje ou amanhã ao Conselho de Segurança (CS) da ONU um projeto de resolução exigindo que o Irã abandone o programa nuclear, disse o subsecretário de Estado americano Nicholas Burns. A resolução abriria caminho para a imposição de sanções. Mas Rússia e China manifestam resistência ao projeto.

Autoridades de Israel, por sua vez, já indicaram que o país poderia agir por conta própria para evitar que o Irã se torne uma potência nuclear.

O Irã sustenta que seu programa nuclear tem finalidade pacífica – para produção de energia elétrica – e reforça seu compromisso lembrando que é signatário do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP). Israel não é signatário do TNP e possui pelo menos 200 ogivas nucleares, segundo estimativas de especialistas ocidentais.

Como o urânio enriquecido tanto pode ter uso civil como militar, o CS da ONU quer impedir que o Irã leve adiante esse processo, atualmente em fase inicial. Os membros permanentes do CS (EUA, França, Grã-Bretanha, Rússia e China) desconfiam que o país tenha um plano secreto para produzir armas.

Essa suspeita foi reforçada na semana passada por um relatório da Agência Internacional de Energia Atômica enviado ao Conselho de Segurança. O texto destacava que o Irã não cumpriu as exigência de suspender o enriquecimento de urânio e mantém obscuros vários aspectos de seu programa nuclear.

Ontem diplomatas da Alemanha e dos membros permanentes do Conselho se reuniram em Paris para discutir os próximos passos, mas não chegaram a acordo. EUA, França, Grã-Bretanha e Alemanha queriam convencer Rússia e China a apoiar o novo projeto de resolução. Mas estas duas, com poder de veto no CS, são contra qualquer texto que possa ter como conseqüência, se descumprido, a aplicação de sanções.

Autor: http://www.estado.com.br/editorias/2006/05/03/int109254.xml

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