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A Teologia do Bem-Estar…

Hoje em dia as teologias proliferam rapidamente. Não desejo propor uma “nova” teologia neste espaço, mas apenas refletir um pouco sobre maneira como estamos vivendo nossa fé. Para fazer isso, gostaria de propor uma analogia, uma espécie de “parábola moderna”.
Pense no relacionamento dos animais de estimação com seus donos. Algumas pessoas dizem e, acredito ser verdade, que os cachorros têm donos e os gatos têm funcionários. Talvez seja por isso que atribuímos características como a lealdade, serviço e fidelidade aos cachorros, e aos gatos, a independência e a indiferença.
Existe uma história interessante sobre o relacionamento de cachorros e gatos com seus donos que descreve muito bem as suas diferenças:
Um cachorro diz ao dono: “Você me acaricia, me alimenta, me abriga, você me ama. Você deve ser Deus”, Um gato diz: “Você me acaricia, me alimenta, me abriga, você me ama. Eu devo ser Deus”.
De certa maneira, estas diferenças entre cachorros e gatos refletem a teologia vivida por muitos cristãos hoje em dia. Nós podemos chamá-la de “Teologia do Cachorro” e “Teologia do Gato”. O cachorro diz: “Senhor, você me ama, me abençoa sempre e deu sua vida por mim. Você deve ser Deus”. Por outro lado, o gato diz: “Senhor, você me ama, me abençoa abundantemente, deu sua vida por mim. Eu devo ser deus”.
Você notou o “d” minúsculo na palavra deus? Por favor, lembre que os gatos, ou pessoas que crêem nessa teologia, nunca dizem: “Eu devo ser Deus”. Eles sabem que isso seria política e biblicamente incorreto. É por isso que a verdadeira Teologia do Gato nunca é ensinada do púlpito. Ela nunca é cantada em uma música. Nunca é ensinada em um seminário. Isso acontece porque, enquanto os gatos nunca dizem: “Eu devo ser Deus”, eles falam: “Tudo está voltado para mim”, ou “Tudo se resume a nós! Deus fez tudo isso por nós! A vida existe para nós! Eu não devo ser apenas a razão pela qual Deus morreu, mas também a razão pela qual ele vive!”
Não sei se você já teve (ou tem) um cachorro, mas com certeza sabe que eles são animais que fazem a festa quando vêem seu dono chegar e ficam tristes quando não recebem atenção. O cachorro é mais dependente do dono que o gato. Isso vale em relação ao suprimento de comida, o passeio matinal, e para praticamente tudo.
Pensando nessas coisas, me vem a pergunta: “Como eu estou agindo?” Minha atitude em relação a Deus é de dependência e expectativa ou de independência e orgulho?
DeVern Fromke escreveu: “Hoje, estamos fazendo uma colheita de conversões centradas no homem, porque estamos mais preocupados com o homem, do que com Deus… Estamos mais interessados em Deus servindo ao homem, do que o homem servindo a Deus”.
Eu não consigo concordar com uma teologia voltada apenas para o homem, que prega apenas o nosso bem-estar. Não foi isso que Jesus disse a seus discípulos em Mateus 16:24: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”.
Sou discípulo e quero seguir a Jesus. Por isso, necessito carregar a minha cruz todos os dias. A cruz não é um lugar de bem-estar, mas um lugar de sofrimento e morte. Não quero dizer com isso que a vida cristã deve ser só sofrimento, mas prefiro agir como cachorro a ser como um gato. Prefiro servir a Deus com dependência e gratidão, ao invés de me ver como o centro de todas as coisas. Quero me juntar ao coro dos 24 anciãos: “Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas” (Ap 4:11). “Todas as coisas” inclui você e eu.

Adaptado do livro “A Teologia do Cachorro e do Gato”, de Bob Sjogren e Gerald Robison, publicado no Brasil pela Missão Horizontes.

Autor: Reinaldo Teixeira

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